quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Apenas 3! (continuação III)

- Filha da puta!
- Eu vi o que você tinha no bolso... queria me matar?

Custava a amanhecer.
Dia chato, frio e nublado... garoava naquela noite.

- Porque está me acompanhando?
- Foi necessário...!

Estranho que, inclusive os médicos não eram muito de visitar.
Jajá estará de alta do hospital.

Enfim, rua!
Interior costuma ter hospitais longe da civilização... talvez seja por este motivo que o caminho se tornava interminável... lembrava muito o cenário de um filme terror, com as brumas da manhã.

- Nem ambulância, nem taxi, nem telefones com linha... de que adianta?
- Foi apenas um corte no supercilio, páre de reclamar!

Avistava-se de longe uma casa em ruinas... ideal para queimar aquele backzinho esperto de todos os dias.

- Corra!

Ana sentia-se bem. Apesar da madrugada em claro, sentia-se descansada, revigorada, sei lá.
A casa era perfeita... e ainda encontrava-se parcialmente mobilhada.

- Ficaremos aqui?
- Prefere um cinco estrelas, Frankenstein?

A única coisa decente a ser feita era explorar o local, se não fosse pela tentação de ver uma porta que, provavelmente levaria ao porão.
Escadas de madeira são assustadoras, e seus gritos no assoalho também.

- Vamos descer!

...continua, só mais um pouquinho...

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Apenas 3! (continuação)

Como de praxe, ele acendeu seu cigarro no parapeito do 14º andar... a única coisa que ela sentia era raiva daquela noite passada.
Mas o berço em que nasceu, foi o suficiente para que oferecesse uma bebida.
- "White Horse, on the rocks..."
Não era dos melhores, mas para idade de ambos dava para enganar.

Apenas olhares falavam por si...

Nada a ser dito... apenas Led Zeppelin no três em um da Gradiente.

- Só vim me despedir!
- Não havia nencessidade...
- Vim tomar meu ultimo beijo!

Ao se darem conta, já estavam nos braços um do outro... dizem que o amor e o ódio andam lado a lado.
Meio maço de Gudang Garam já havia sido queimado... o status da geração.
Pegou os CD's, o cigarro, seus sonhos, os dela e saiu pela porta.
Ao entrar no elevador, sentiu o sangue escorrer pela bandana de caveira:
Ela havia golpeado sua cabeça.
 - Como ousa?
Não houve tempo de ouvir sua resposta... o resgate chegará em 20 min.

... continua...




quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Apenas 3!

A imagem falava por si: Ana sentada no chão do banheiro, a àgua que escorria lentamente por seus longos cabelos, e em sua face se misturavam com suas lágrimas.
Já não sabia mais como levar a vida, as vezes desejava a morte, outrora desejava a vida, como num baile de formatura, que desejamos que aquela noite acabe.

Sabia que já não havia como voltar atrás, pois tudo que foi dito já haviam escutado.
Triste daquele que ouviu, pois eram palavras que transbordaram de seu coração, este que agora apenas batia sem razão.

Levantou-se, com os olhos fitados no espelho ainda pode enxergar a ressaca da noite passada...
- Um brinde à loucura!
Tentou não pensar no motivo de suas roupas estarem manchadas de sangue... em vão!
Interfone tocou... jogou o que restava de lembranças pela janela... não quis deixá-lo entrar.
Mas ele tinha as chaves, a intimidade e no bolso, um punhal.

Continua...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Já foi... o tempo!

(entre uma nuvem e outra...)

- Dá tempo de criar?

- Sonhos não se criam!

- E tempo pra viver aqueles velhos sonhos?

- Apenas os de hoje. Os que passaram, deixe-os fossilizados no passado!

- Mas... e quanto aos que perdi? Dá tempo de resgatá-los?

- Não tente! Você pode ficar preso a eles.

domingo, 12 de agosto de 2012

Aqueles que tem pressa para tudo, mas não tem tempo para nada...

Juro que tentei mas não consigo entender isso de ter pressa para tudo e não ter tempo para nada.
Em 1˚ lugar por que acredito que tempo seja uma questão de escolha.
Escolhemos como usar este recurso limitado que é o tempo. Fazemos uma coisa ou outra, é uma escolha.
É como diz a máxima: Cada escolha é uma renúncia.
Mas ainda assim é possível fazer uma porção de coisas, mas parece mais fácil usar a outra máxima: "Tô sem tempo."

Quanto tempo você passa com seu filho, em um dia? Quanto tempo passa lendo? Quanto tempo você passa buscando aquilo que realmente te faz feliz? Quanto tempo você dedica aos seus ideais? Será que você é um daqueles que afirma não ter tempo para nada e leva a vida numa verdadeira roda viva, um turbilhão?
Reafirmo: Tempo é uma questão de escolha. Arquitetar as horas de forma a cuidar de tudo, sem desequilíbrio, esquecimentos e correrias, é questão de administração.
Existem pessoas que surpreendem pelo tanto que fazem nas mesmas vinte e quatro horas que você e eu temos todos os dias.
Será que é você que não tem tempo ou será que não anda fazendo as melhores escolhas?

E para inspirá-los a refletir um bocado mais, um vídeo curtinho (6 min) do TED onde o psicólogo Philip Zimbardo afirma que a felicidade e o sucesso são originados numa característica que a maioria de nós ignora: o jeito como nos orientamos em relação ao passado, presente e futuro. Ele sugere que a calibração da nossa perspectiva sobre o tempo é o primeiro passo para melhorar nossas vidas.
:) Enjoy!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cadáver desconhecido




O éter...
dois ou três cigarros amassados no bolso...
...um feixe de luz pela janela do quarto
 e a certeza de que as reticencias já não faziam mais parte de seu presente.
Acendeu o Zippo
.
.
um longo trago, despedida muda.
Ele percebeu, ela confiante.
Virou-se,
desejou a covardia naquele instante.
Em vão.
Sem olhar para trás,
abandonou o vicio no carpete incandescente.

domingo, 5 de agosto de 2012

O lixo que vomitamos por aí

Tenho observado como as pessoas tem distribuído sem pensar suas inseguranças por aí.
Pessoas que falam sem pensar e simplesmente saem vomitando.
Essas pessoas cansam! Falam, falam, falam e não dizem nada substancial. Por vezes querem falar por carência, insegurança, tantas razões ocultas. Eu apenas ouço e deixo que o outro se sinta "livre" por alguns segundos.
Alguns segundos por que aquilo não é o bastante, se eu estiver disposta a ouvir todos os dias, todos os dias vem uma enxurrada de palavras impensadas.
Não vomite, pense. Menos blá, blá, blá por favor!