terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Um pouco de Arnaldo Jabor

Discordo de algumas coisas, mas vale compartilhar:

.: Relacionamentos :.

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
 - Ah, terminei o namoro...
 - Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
 - Cinco anos.... que pena... acabou...
 - é... não deu certo
... Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa. Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
 Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
 Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar...

Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ????

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Apenas 3! (continuação III)

- Filha da puta!
- Eu vi o que você tinha no bolso... queria me matar?

Custava a amanhecer.
Dia chato, frio e nublado... garoava naquela noite.

- Porque está me acompanhando?
- Foi necessário...!

Estranho que, inclusive os médicos não eram muito de visitar.
Jajá estará de alta do hospital.

Enfim, rua!
Interior costuma ter hospitais longe da civilização... talvez seja por este motivo que o caminho se tornava interminável... lembrava muito o cenário de um filme terror, com as brumas da manhã.

- Nem ambulância, nem taxi, nem telefones com linha... de que adianta?
- Foi apenas um corte no supercilio, páre de reclamar!

Avistava-se de longe uma casa em ruinas... ideal para queimar aquele backzinho esperto de todos os dias.

- Corra!

Ana sentia-se bem. Apesar da madrugada em claro, sentia-se descansada, revigorada, sei lá.
A casa era perfeita... e ainda encontrava-se parcialmente mobilhada.

- Ficaremos aqui?
- Prefere um cinco estrelas, Frankenstein?

A única coisa decente a ser feita era explorar o local, se não fosse pela tentação de ver uma porta que, provavelmente levaria ao porão.
Escadas de madeira são assustadoras, e seus gritos no assoalho também.

- Vamos descer!

...continua, só mais um pouquinho...

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Apenas 3! (continuação)

Como de praxe, ele acendeu seu cigarro no parapeito do 14º andar... a única coisa que ela sentia era raiva daquela noite passada.
Mas o berço em que nasceu, foi o suficiente para que oferecesse uma bebida.
- "White Horse, on the rocks..."
Não era dos melhores, mas para idade de ambos dava para enganar.

Apenas olhares falavam por si...

Nada a ser dito... apenas Led Zeppelin no três em um da Gradiente.

- Só vim me despedir!
- Não havia nencessidade...
- Vim tomar meu ultimo beijo!

Ao se darem conta, já estavam nos braços um do outro... dizem que o amor e o ódio andam lado a lado.
Meio maço de Gudang Garam já havia sido queimado... o status da geração.
Pegou os CD's, o cigarro, seus sonhos, os dela e saiu pela porta.
Ao entrar no elevador, sentiu o sangue escorrer pela bandana de caveira:
Ela havia golpeado sua cabeça.
 - Como ousa?
Não houve tempo de ouvir sua resposta... o resgate chegará em 20 min.

... continua...




quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Apenas 3!

A imagem falava por si: Ana sentada no chão do banheiro, a àgua que escorria lentamente por seus longos cabelos, e em sua face se misturavam com suas lágrimas.
Já não sabia mais como levar a vida, as vezes desejava a morte, outrora desejava a vida, como num baile de formatura, que desejamos que aquela noite acabe.

Sabia que já não havia como voltar atrás, pois tudo que foi dito já haviam escutado.
Triste daquele que ouviu, pois eram palavras que transbordaram de seu coração, este que agora apenas batia sem razão.

Levantou-se, com os olhos fitados no espelho ainda pode enxergar a ressaca da noite passada...
- Um brinde à loucura!
Tentou não pensar no motivo de suas roupas estarem manchadas de sangue... em vão!
Interfone tocou... jogou o que restava de lembranças pela janela... não quis deixá-lo entrar.
Mas ele tinha as chaves, a intimidade e no bolso, um punhal.

Continua...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Já foi... o tempo!

(entre uma nuvem e outra...)

- Dá tempo de criar?

- Sonhos não se criam!

- E tempo pra viver aqueles velhos sonhos?

- Apenas os de hoje. Os que passaram, deixe-os fossilizados no passado!

- Mas... e quanto aos que perdi? Dá tempo de resgatá-los?

- Não tente! Você pode ficar preso a eles.

domingo, 12 de agosto de 2012

Aqueles que tem pressa para tudo, mas não tem tempo para nada...

Juro que tentei mas não consigo entender isso de ter pressa para tudo e não ter tempo para nada.
Em 1˚ lugar por que acredito que tempo seja uma questão de escolha.
Escolhemos como usar este recurso limitado que é o tempo. Fazemos uma coisa ou outra, é uma escolha.
É como diz a máxima: Cada escolha é uma renúncia.
Mas ainda assim é possível fazer uma porção de coisas, mas parece mais fácil usar a outra máxima: "Tô sem tempo."

Quanto tempo você passa com seu filho, em um dia? Quanto tempo passa lendo? Quanto tempo você passa buscando aquilo que realmente te faz feliz? Quanto tempo você dedica aos seus ideais? Será que você é um daqueles que afirma não ter tempo para nada e leva a vida numa verdadeira roda viva, um turbilhão?
Reafirmo: Tempo é uma questão de escolha. Arquitetar as horas de forma a cuidar de tudo, sem desequilíbrio, esquecimentos e correrias, é questão de administração.
Existem pessoas que surpreendem pelo tanto que fazem nas mesmas vinte e quatro horas que você e eu temos todos os dias.
Será que é você que não tem tempo ou será que não anda fazendo as melhores escolhas?

E para inspirá-los a refletir um bocado mais, um vídeo curtinho (6 min) do TED onde o psicólogo Philip Zimbardo afirma que a felicidade e o sucesso são originados numa característica que a maioria de nós ignora: o jeito como nos orientamos em relação ao passado, presente e futuro. Ele sugere que a calibração da nossa perspectiva sobre o tempo é o primeiro passo para melhorar nossas vidas.
:) Enjoy!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cadáver desconhecido




O éter...
dois ou três cigarros amassados no bolso...
...um feixe de luz pela janela do quarto
 e a certeza de que as reticencias já não faziam mais parte de seu presente.
Acendeu o Zippo
.
.
um longo trago, despedida muda.
Ele percebeu, ela confiante.
Virou-se,
desejou a covardia naquele instante.
Em vão.
Sem olhar para trás,
abandonou o vicio no carpete incandescente.