Mostrando postagens com marcador nostalgia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nostalgia. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Se hoje fôssemos capazes de dar vida às nossas Barbies...

Inspirada no estilo agressivo de Bruna Clares e também por uma canção de Belle and Sebastian com Norah Jones (Little Lou, Ugly Jack, Perfect John), resolvi optar por algo diferente....
Dia desses um amigo me chamou de canto e falou "Pô, Agata, me amarro em te ler, mas só dica cansa..."
Desenterrei meus caderninhos que estavam na casa dos meus pais e achei tanta coisa engraçada.... hehehehe.... tanto lixo.... mas tanta coisa.... no mínimo nostálgica...
Lembrei de quando eu brincava de Barbie!
Agora vou contar um segredo pra vocês: A Barbie transa com o Ken... sim, todas as Barbies que eu conheci transavam! A mulher que disser que não está mentindo!!! Tudo bem que na minha época acho que a coisa era mais suave que hoje em dia. Era meia dúzia de beijinhos de novela, você botava os dois lá na caminha da Barbie (como os meus pais eram duros, a minha era uma caixa de sapatos) e dali pra frente era com eles... normalmente a mãe chamava pra almoçar...
Ah, um detalhe importante é que eu demorei pra ter um Ken... Então até que o Ken viesse no meu aniversário ou no natal seguinte, o par romântico da minha Barbie era um boneco do Zacarias... É... e pra ele o máximo que ela deu foi a mão!
Mas por que foi que eu falei da Barbie? Tudo tem um sentido!
Reabrindo minha caixa de Pandora e encontrando meus tesouros, comecei a imaginar que tipo de história eu criaria para minha Barbie viver se fosse hoje... e juntando com Bruninha, B&S e Norah Jones, saiu isto que eu vou apresentar pra vocês... Um pouco diferente do meu estilo mas espero que curtam:

Lou chega à festa e é gentil com todos. Uma mulher acima de qualquer suspeita. Amiga, divertida, querida...

Acende um cigarro, serve-se de vinho e observa a noite... as pessoas...

Pensa em si mesma...

Um burburinho chama ligeiramente sua atenção.

Sammy desaparecera do recinto.

Indiferente, ela dá mais um trago e espera pelo desenrolar. Já sabe o que se passa... Já passara por isso antes.

Não olha. Apenas escuta... abstrai...

O olhar confuso e desesperado de Lane lhe traz lembranças de quem um dia ela fora. Alguém que ela não deseja voltar a ser.

Lia naqueles olhos cheios de um misto de ódio, rancor e insegurança, o desespero da pobre jovem. Via na jovem, em sua atitude, reflexo de seus sentimentos indomáveis, aquela que desenhou seu passado... Entende e pensa “Pena... dói mesmo... seria tão bom poder passar pela flor da idade sem essa explosão de sentimentos...” dá um gole e solta sem querer:

- Seria?

Volta Lane que de forma cortês lhe oferece mais vinho. Educadamente aceita e estabelecem um diálogo protocolar. Nenhuma delas pretendia estar ali interagindo. Apenas o faziam por Sammy. A multidão sequer notava a tensão no ar...

Lou sabe que aquele pânico não é infundado e sente ganas de consolar a garota, não fosse ela a sua algoz.

Entende o pressentimento de Lane, que sim, tem fundamento.

Ninguém jamais deixara transparecer ou sequer admitira qualquer relação. Na realidade, nada acontecera mas todos os envolvidos sabiam que estava próximo... e temiam... Exceto Lou, que um dia jurou pra si que jamais voltaria a fugir dos acontecimentos. Não fugia, não se desesperava... aguardava.

Sammy abstraía. Tentava convencer Lane de que estava dominada por pensamentos obsessivos e a obrigava a ser gentil e sorrir para que ninguém notasse seu descontrole. Ninguém notara... Exceto Lou. Já se sentira assim tantas vezes... como quem é golpeado por trás e asfixiado sem saber a razão. Parece incoerente. Ela sabe... sabe como é mas desistira há tempos de tentar explicar ou entender.

Mas ali não.

Sammy sabia, apenas não admitia. Já perdera Lou tantas vezes que preferia não se iludir novamente.

Aquele desejo represado de anos os dominava enquanto eles fingiam não ter malícia no olhar.

Lou lamentava sinceramente pelo sofrimento da jovem, mas sabia que o curso daquela etapa chegava ao fim.

Dava seu trago, admirava a bela pintura e limpava sua consciência inventando para si que nada fizera para contribuir com este inevitável fim. Nem um olhar ou sorriso lânguido...

Sabia, entretanto, que sua presença era o suficiente para desestruturar o pensamento daquele homem. E daquela jovem também!

Havia desejo. E uma história não escrita no passado

sábado, 4 de setembro de 2010

Do Passado, presente e futuro...

Tem um cara aí que anda sendo super citado no yutube, inclusive tem algumas pessoas por aí que andam usando os óculos dele.
Sem querer ele lançou moda!
O cara é bem estranho mas dá vontade de ser amiga dele.
Quer dizer, eu fico com vontade de ser amiga dele porque gosto de amigos estranhos.
Durante a faculdade minha maior dificuldade era me relacionar com as pessoas porque... sei lá, era tudo tão meio... vazio (!)
As meninas conversavam horas sobre sapatos ou combinações ou baladas ou beijo na boca ou transas (Não necessariamente nesta mesma hora. Bom, e os meninos... conversavam sobre comer meninas!
E enchia o saco depois de 5 minutos então era difícil ficar na mesma mesa.
Mas se tem uma coisa que eu aprendi na faculdade de administração, é que quando se está dentro de um contexto que é maior que você, você tem que se adequar. E talveeez quem sabe, depois de adequado, aí então você talvez faça alguma diferença (ou não).
Então, pra não ficar sem grupo, eu me adequei. Me adequei a um, depois me adequei a outro... Ao ler isto, meu marido vai dizer que não se pode começar um período com próclise. Esta foi a primeira frase romântica que ele me disse ao ler meu primeiro cartão de "eu te amo". E se você não sabe o que é próclise, busca no google. Eu também ja tinha esquecido!
Mas então, dizia eu que me adequei. Me adequei na medida em que o mais adequado pra mim era tirar sarro daquelas pessoas totalmente inadequadas enquanto candidatos a serem meus amigos. Até os bichos-grilos de lá eram umas fraudes.
E eu tirava sarro e assim me tornei a palhaça da turma.
Mas por que eu comecei a falar isso tudo?
Não sei.
Tudo começou quando fui à festa de San Gennaro e percebi que uma festa de 36 anos onde todo mundo comia a macarronada da mama, com a massa feita pela mama e o molho e o pão e tudo feito pela mama, pela nona, pela décima hoje é... macarrão Adria e molho de tomate "quero".
PORRA!
Esta merda eu como em casa!
Daí comi macarrão e molho industrializado e depois um mil folhas, meu doce favorito. Fiquei com a pulga atrás da orelha me perguntando se o mil folhas era ralmente um doce italiano, mas fiquei com preguiça de "googar".
É, então cheguei em casa e fui ver o "maspoxavida" e ele estava falando sobre o passar do tempo, a internet discada... puxa, olha como as coisa se ligam!
E San Gennaro existe antes mesmo da internet discada!
Então eu fico imaginando... eu até queria ser mais velha só pra comer o macarrão-macarrão mesmo!
É... Melhor eu parar por aqui pq senão vai virar aqueles textos nostálgicos do tipo "você chupava D-Pilik, você é do tempo que o Milkbar chamava-se Lolo? Blablabla..."
E por falar em Lolo, no Como Assim da Benedito Calixto tem uma mina bem na porta que vende ímã de geladeira.
Uma plaquinha de lembrete risque-rabisque por 15 pilas??? Com a vaquinha do Lolo!!!Porra!!! Não deu desconto!Eu tava dura... também não levei!
Bom, vou dormir que eu já estou misturando as bolas.
E para que se divirtam um pouco (ou não) vai o vídeo que eu citei!
E minha dica para domingão é o desfile de 7 de setembro para que a gente se sinta um pouco como antigamente.
Vejo vocês no Anhembi