As universidades formam mais profissionais que o mercado tem capacidade de absorver. Mais um motivo para seu currículo “falar” mais alto do que o de seus concorrentes.Um currículo enviado é sempre uma esperança. Você o imagina lá na mesa, ou sendo lido pelo seu futuro contratante. Cada linha é estrategicamente pensada para persuadir a empresa e colocar você no topo da preferência pela contratação.
Só tem um pequeno problema: mais 200 excelentes candidatos tiveram a mesma ideia. Talvez você ainda não saiba disso, talvez já tenha imaginado, mas uma coisa é certa: para REALMENTE ficar no topo da pilha de currículos – levando em conta que eles não serão dispostos em ordem alfabética -, você precisa de uns truques. Aqui estão 20 dicas matadoras para seu currículo fazer bonito em qualquer processo seletivo. Vamos lá?
Quanto à forma
1. Seja original. Existem milhares de modelos na web e outros tantos em papelarias espalhadas pelo Brasil. Não caia no erro de copiar qualquer um deles. No caso dos comprados em papelaria o risco é ainda mais grave, uma vez que a maioria funciona como modelo de contrato nos qual você apenas “preenche as lacunas”. Vale o lembrete: baixe alguns modelos da web para ter boas ideias como referência apenas.
2. Não exagere no papel e nos envelopes especiais: Papel de qualidade não quer dizer papel com textura e alto relevo. No caso específico dos currículos, opte sempre pelo formato A4 (padrão de documentos no Brasil), branco, liso e com gramatura de 90 g/m2. O diferencial está no que você vai escrever e não em como estará impresso! No caso dos envelopes não invista tanto em modelos importados pois é quase certo que serão descartados antes de chegarem ao avaliador.
3. Seja sucinto. Resuma ao máximo o que você vai falar para que tudo fique claramente exposto em poucas folhas. Nada de folha de rosto, índice, redação emotiva etc. Você não está fazendo um relatório!
4. Escolha uma letra chamativa, mas nem tanto. Lembra da dica número 1, sobre ser original? Ela se aplica em igual medida à escolha das fontes, ou seja, o tipo de letra em que serão impressas as informações. Neste sentido, fuja da Times New Roman, padrão na maioria dos processadores de texto e também das letras infantis ou de fantasia, que darão ao seu currículo um ar amador.
5. Cuidado com o tamanho da letra. Imagine que seu avaliador seja um profissional sênior e, em função disso, necessite de óculos de leitura. Esse é só um dos exemplos que justificam a escolha que letras com no mínimo 10 pontos. Menos do que isso é prejudicial. Se não estiver cabendo, faça um resumo das informações.
6. Cor da letra? Sempre preto. É forte a tendência se de tentar usar um cinza para deixar o design mais leve. Mas, reduza no máximo a 75% de preto. E se puder, use o preto 100%, que é sempre a melhor indicação.
7. Currículo é um documento sóbrio. Portanto, nada de desenhos, gravuras, ilustrações, molduras, bordas, fadinhas, sinos, mensagens religiosas. Combinado?
8. Só existe um formato possível: A4. Pense sempre que seu currículo será classificado numa pasta no arquivo da empresa. Portanto, um envelope do tamanho de uma pasta de correio, ou do tamanho de uma pequena caderneta de telefones são contra-indicados. Escolha com segurança: A4, o padrão nacional de documentos.
9. Não imprima em formato paisagem. Ninguém quer virar o seu currículo de lado para ler, especialmente se ele estiver grampeado a vários outros, ou fixado em uma pasta. Arranje outras maneiras de ser diferente
Quanto ao conteúdo
10. Apresentação: Escreva, no máximo, um parágrafo de apresentação com seus objetivos profissionais e função a qual está se candidatando. Todo cuidado é pouco com os erros de ortografia e gramática. Antes de imprimir ou enviar, distribua para alguns amigos darem uma olhada. Um olho destreinado sempre identifica mais coisas do que nós mesmos.
11. Dados pessoais: A formatação ideal é nome, estado civil, naturalidade, data de nascimento, endereço, e-mail e telefones para contato (que funcionem!).
12. Formação: Um dos campos mais importantes, onde você deve ser objetivo ao extremo. Relacione a instituição, a data de conclusão e o curso realizado. O mais importante: não invente, não afirme em um documento realidades inexistentes. Logo, logo a verdade aparece. Este detalhe é importante na hora do idioma. Vivemos hoje em uma economia global. Não deixe para avisar ao seu chefe que seu francês não é lá essas coisas com a passagem para o congresso já comprada.
13. Experiência profissional: outro campo importantíssimo e que deve ser preenchido de forma concisa e condizente com a verdade. Nada de exageros ou funções não exercidas pois lembre-se que seu atual ou antigo empregador está a um email de distância.
14. Informações adicionais: É importante relacionar cursos paralelos e interesses pessoais. Este campo pode ser mais ou menos abrangente, de acordo com sua profissão e função pretendida. Para um jornalista, por exemplo, é válido relacionar os congressos, interesse por fotografia, livros lidos e/ou publicados etc. Para um engenheiro o campo pode ser utilizado para demonstrar projetos e empreendimentos pessoais, relativos à sua atividade.
Quanto ao formato de entrega
15. Correio tradicional: Normalmente utilizado quando você identifica uma vaga em jornais ou sites de emprego. Vale enviar como carta registrada ou até mesmo SEDEX para evitar extravios e poder ter certeza da data de entrega.
16. Pessoalmente: Em caso de indicação direta ou até mesmo uma ligação do empregador é de bom tom levar o currículo pessoalmente, oportunidade que você pode aproveitar para conhecer a empresa .
17. E-mail ou via site especializado: A forma mais utilizada hoje em dia, por ser a mais prática. Tenha também uma versão em PDF. Cópias em WORD também são utilizadas, mas são editáveis.
Quando atualizar?
18. A cada mês : Reavalie o modelo e o layout. Pesquise atualizações na internet e veja o que pode ser aplicado. Tenha sempre uma cópia impressa, uma em PDF e uma em pendrive com você.
19. A cada seis meses: Levando em conta que, hoje em dia, vivemos em numa cultura de conhecimento onde o aprendizado é diário, você muito provavelmente participou de algum evento ou congresso que merece nota.
20. A cada ano: Faça uma revisão geral, atualize as datas de cursos e experiência profissional, sua idade e campos sazonais.
Sete Pessoas. Sete cabeças diferentes. Sete posts na semana sobre diferentes temas. Um bicho de sete cabeças.
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domingo, 1 de julho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
Melhore seu currículo!
Um currículo bem-feito não garante a sua vaga, mas pelo menos não elimina você da lista de candidatos na primeira etapa da seleção. Por isso, cuidado para não errar. Basta um pequeno deslize e as suas chances de passar para a fase da entrevista evaporam. Você tem pouquíssimos segundos para capturar (ou perder) a atenção. Mas o que as empresas levam em conta num currículo?
Um analista de rh pode ver mais de 200 currículos por dia, então a primeira coisa em que você deve pensar ao começar a escrever o seu currículo é isto: para quem eu estou escrevendo? O currículo como qualquer texto/propaganda deve pensar em quem vai ler. Seu currículo não precisa ter 5 páginas, nem o detalhe do detalhe de tudo que você já fez. Em termos de tamanho, um bom currículo tem de 1 a 2 páginas.
Conteúdo: seja objetivo, mas nem tanto. A pessoa que lê o seu currículo quer saber o que você já fez, mas não precisa explicar o óbvio. Quando mais complexas as experiências que você já teve, mais você deve explicar o que fazia, quanto mais simples a atividade, menos você precisa explicar. Exemplo: O recrutador sabe como é o dia a dia de um vendedor, telefonista, caixa... mas não sabe ao certo o que fazia um analista, coordenador, gerente, diretor etc.
Além disto, se o seu trabalho está ligado com a utilização de algum software, coloque isto no seu currículo (você ganha pontos e economiza minutos preciosos do recrutador).
Perfumaria: Mais do que a estética, o que conta em um currículo é a organização das informações. Uma organização eficaz é: dados pessoais, objetivo + perfil, formação e experiência (sempre em ordem cronológica decrescente - queremos saber o que você faz hoje antes de saber o que você fez no 1˚ emprego). Ainda sobre perfumaria, se você for da área de marketing/design você deve explorar este lado mais artístico no seu currículo, mas tome cuidado para priorizar a informação mais do que a estética, no caso destas áreas coloque no seu currículo o link para o seu portifólio online, é mais efetivo que preencher o currículo com gravuras, acredite em mim.
E o mais importante nunca minta em seu currículo. Mentiras de currículo são fáceis de identificar e você pode se queimar para sempre com a empresa e o recrutador (que amanhã ou depois poderá estar em outra empresa). É muito melhor pegar um currículo com pouca (ou nenhuma) experiência do que um com mentiras.
Puxa! São tantas as coisas que eu poderia falar sobre este universo que vou começar uma série sobre currículo e entrevista. Aguardem, na semana que vem tem mais: Os maiores pecados de um currículo.
Um analista de rh pode ver mais de 200 currículos por dia, então a primeira coisa em que você deve pensar ao começar a escrever o seu currículo é isto: para quem eu estou escrevendo? O currículo como qualquer texto/propaganda deve pensar em quem vai ler. Seu currículo não precisa ter 5 páginas, nem o detalhe do detalhe de tudo que você já fez. Em termos de tamanho, um bom currículo tem de 1 a 2 páginas.
Conteúdo: seja objetivo, mas nem tanto. A pessoa que lê o seu currículo quer saber o que você já fez, mas não precisa explicar o óbvio. Quando mais complexas as experiências que você já teve, mais você deve explicar o que fazia, quanto mais simples a atividade, menos você precisa explicar. Exemplo: O recrutador sabe como é o dia a dia de um vendedor, telefonista, caixa... mas não sabe ao certo o que fazia um analista, coordenador, gerente, diretor etc.
Além disto, se o seu trabalho está ligado com a utilização de algum software, coloque isto no seu currículo (você ganha pontos e economiza minutos preciosos do recrutador).
Perfumaria: Mais do que a estética, o que conta em um currículo é a organização das informações. Uma organização eficaz é: dados pessoais, objetivo + perfil, formação e experiência (sempre em ordem cronológica decrescente - queremos saber o que você faz hoje antes de saber o que você fez no 1˚ emprego). Ainda sobre perfumaria, se você for da área de marketing/design você deve explorar este lado mais artístico no seu currículo, mas tome cuidado para priorizar a informação mais do que a estética, no caso destas áreas coloque no seu currículo o link para o seu portifólio online, é mais efetivo que preencher o currículo com gravuras, acredite em mim.
E o mais importante nunca minta em seu currículo. Mentiras de currículo são fáceis de identificar e você pode se queimar para sempre com a empresa e o recrutador (que amanhã ou depois poderá estar em outra empresa). É muito melhor pegar um currículo com pouca (ou nenhuma) experiência do que um com mentiras.
Puxa! São tantas as coisas que eu poderia falar sobre este universo que vou começar uma série sobre currículo e entrevista. Aguardem, na semana que vem tem mais: Os maiores pecados de um currículo.
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domingo, 19 de fevereiro de 2012
O modo mais eficiente de: Causar uma boa primeira impressão
Num mundo onde tudo é visual, onde o valor está na aparência... como causar uma boa primeira impressão? Seja com o chefe novo ou com a sogra.
Muita gente o julgará no primeiro segundo de seu encontro inicial e essa avaliação dificilmente mudará. Parece rápido demais? Um psicólogo da Universidade de Princeton, expôs a voluntários fotos de candidatos a políticos durante um microssegundo. Surpreendentemente, em 70% dos casos os participantes do estudo acertaram quais candidatos haviam sido eleitos. Para causar uma boa impressão, lembre-se:
A) Defina uma intenção: Seja em palestras, eventos de networking ou mesmo festas sociais, estabeleça antes que tipo de pessoa lhe interessa conhecer ou quais interações está disposto a fazer. Isso o ajudará a manter o foco e a energia para obter os resultados definidos.
B) Controle a linguagem corporal: É uma parte crucial em primeiros encontros. O jeito de andar, o modo de se sentar, os gestos ou a postura numa conversa às vezes dizem muito sobre a pessoa. Ter consciência disso traz resultados positivos, evitando que, inconscientemente, seu corpo passe a mensagem errada.
C) Evite os dias ruins: Se um dia duro de trabalho azedou seu humor, evite circular em eventos profissionais. As pessoas perceberão seu estado de espírito. Fique em casa ou – se for muito importante – faça antes alguma atividade que te devolva a alegria, como nadar ou dançar.
D) Seja interessante e interessado: Quem está realmente interessado em ampliar seu círculo de relações profissionais demonstra isso. Não corta a conversa depois de um “tudo bem?” e exibe interesse genuíno em saber quem é seu interlocutor durante o encontro inicial.
E) Atente aos acessórios: Relógios revelam bastante a respeito dos homens, assim como as bolsas, no caso das mulheres. O julgamento a seu respeito levará em conta roupas, sapatos, joias e maquiagem. Avalie a conveniência de cada item conforme as pessoas que vai encontrar.
Muita gente o julgará no primeiro segundo de seu encontro inicial e essa avaliação dificilmente mudará. Parece rápido demais? Um psicólogo da Universidade de Princeton, expôs a voluntários fotos de candidatos a políticos durante um microssegundo. Surpreendentemente, em 70% dos casos os participantes do estudo acertaram quais candidatos haviam sido eleitos. Para causar uma boa impressão, lembre-se:
A) Defina uma intenção: Seja em palestras, eventos de networking ou mesmo festas sociais, estabeleça antes que tipo de pessoa lhe interessa conhecer ou quais interações está disposto a fazer. Isso o ajudará a manter o foco e a energia para obter os resultados definidos.
B) Controle a linguagem corporal: É uma parte crucial em primeiros encontros. O jeito de andar, o modo de se sentar, os gestos ou a postura numa conversa às vezes dizem muito sobre a pessoa. Ter consciência disso traz resultados positivos, evitando que, inconscientemente, seu corpo passe a mensagem errada.
C) Evite os dias ruins: Se um dia duro de trabalho azedou seu humor, evite circular em eventos profissionais. As pessoas perceberão seu estado de espírito. Fique em casa ou – se for muito importante – faça antes alguma atividade que te devolva a alegria, como nadar ou dançar.
D) Seja interessante e interessado: Quem está realmente interessado em ampliar seu círculo de relações profissionais demonstra isso. Não corta a conversa depois de um “tudo bem?” e exibe interesse genuíno em saber quem é seu interlocutor durante o encontro inicial.
E) Atente aos acessórios: Relógios revelam bastante a respeito dos homens, assim como as bolsas, no caso das mulheres. O julgamento a seu respeito levará em conta roupas, sapatos, joias e maquiagem. Avalie a conveniência de cada item conforme as pessoas que vai encontrar.
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
O modo mais eficiente de: Pedir um aumento
O funcionário chega na sala do chefe dizendo que tem dois assuntos para discutir. E começa, com voz firme:
– Em primeiro lugar, eu acho que a gente tem de abrir um novo departamento de televisão. E acho que sou a pessoa que deve ser encarregada de cuidar dele.
– Um novo departamento? – diz o chefe – Muito bem, tem minha aprovação. Está criado.
– Em segundo lugar, acho que mereço um aumento.
– E eu acho que você já recebeu uma recompensa de bom tamanho. Não sejamos gananciosos.
(Veja o vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=5dmnkS0e7uo )
A cena acima, extraída do seriado Mad Men, mostra um padrão de comportamento que se repete escritórios mundo afora: o chefe pode criar um departamento num estalar de dedos, mas vai torcer o nariz quando o assunto for aumentar o seu salário. Esteja preparado para rebater com argumentos. “Para cada não, retruque com um sim. Se no fim da conversa o chefe tiver dado seis ‘não’, você terá de ter respondido sete ‘sim’”, diz Joel Garfinkle, autor do livro “Get What You are Worth” (“Ganhe o que você vale”). A melhor maneira é apresentar argumentos e fatos concretos, lembrar seus últimos feitos, os problemas que resolveu, mostrando por que merece a promoção. Vale, inclusive, falar sobre os elogios recebidos de outras pessoas. Tal qual a cena do seriado Mad Men, uma maneira eficiente de começar a tal conversa é mostrar seu entusiasmo por crescer no trabalho – pedindo, por exemplo, mais responsabilidades. Se você for realmente bom e seu aumento valer a pena, o chefe não só o dará como terá consciência de que fez um bom negócio. Mas nada de pedir aumento na sexta nem na segunda-feira. “Na segunda o chefe está estressado demais”, diz Garfinkle. “Na sexta, relaxado demais, a ponto de talvez não prestar atenção.”
Acredito que vocês conheçam o Max Gheringer, ele é especialista no mundo corporativo e fez uma série para o fantástico chamada "Emprego de A à Z", abaixo um vídeo sobre o tema.
Na próxima semana: Causar uma boa primeira impressão
– Em primeiro lugar, eu acho que a gente tem de abrir um novo departamento de televisão. E acho que sou a pessoa que deve ser encarregada de cuidar dele.
– Um novo departamento? – diz o chefe – Muito bem, tem minha aprovação. Está criado.
– Em segundo lugar, acho que mereço um aumento.
– E eu acho que você já recebeu uma recompensa de bom tamanho. Não sejamos gananciosos.
(Veja o vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=5dmnkS0e7uo )
A cena acima, extraída do seriado Mad Men, mostra um padrão de comportamento que se repete escritórios mundo afora: o chefe pode criar um departamento num estalar de dedos, mas vai torcer o nariz quando o assunto for aumentar o seu salário. Esteja preparado para rebater com argumentos. “Para cada não, retruque com um sim. Se no fim da conversa o chefe tiver dado seis ‘não’, você terá de ter respondido sete ‘sim’”, diz Joel Garfinkle, autor do livro “Get What You are Worth” (“Ganhe o que você vale”). A melhor maneira é apresentar argumentos e fatos concretos, lembrar seus últimos feitos, os problemas que resolveu, mostrando por que merece a promoção. Vale, inclusive, falar sobre os elogios recebidos de outras pessoas. Tal qual a cena do seriado Mad Men, uma maneira eficiente de começar a tal conversa é mostrar seu entusiasmo por crescer no trabalho – pedindo, por exemplo, mais responsabilidades. Se você for realmente bom e seu aumento valer a pena, o chefe não só o dará como terá consciência de que fez um bom negócio. Mas nada de pedir aumento na sexta nem na segunda-feira. “Na segunda o chefe está estressado demais”, diz Garfinkle. “Na sexta, relaxado demais, a ponto de talvez não prestar atenção.”
Acredito que vocês conheçam o Max Gheringer, ele é especialista no mundo corporativo e fez uma série para o fantástico chamada "Emprego de A à Z", abaixo um vídeo sobre o tema.
Na próxima semana: Causar uma boa primeira impressão
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domingo, 5 de fevereiro de 2012
O modo mais eficiente de: Ser criativo
É quase uma contradição em termos. Eficiência tem a ver com aperfeiçoar, ser mais produtivo, errar menos, extrair mais resultado com menos esforço. Criatividade está mais ligada a pensar por outro ângulo, tentar, sem preocupação com o resultado imediato. Por isso mesmo iniciamos por aqui. Para deixar claro que não propomos a eficiência cega (incapaz de perceber as revoluções na virada da esquina). Nem, tampouco, a criatividade estúpida – que nunca se transforma em resultado.
Há milhares de livros que se propõem a libertar o seu eu criativo. Um excepcional resumo da parte boa de todos eles foi feito pelo artista e escritor americano Austin Kleon, num post em seu blog (que vai virar livro em 2013). São dez tópicos, aqui ligeiramente adaptados:
+ Roube como um artista. O artista honesto confessa que suas ideias não são exatamente originais. Identifique as coisas de que gosta, colecione-as. Se o trabalho de alguém é impressionante, veja o trabalho das pessoas que o influenciaram.
+ Não espere saber quem você é para fazer coisas. Você já está pronto. O medo é natural.
+ Escreva o livro que você quer ler. Não faça o produto que você sabe fazer, faça o que gostaria de ter.
+ Use as mãos. Você é o seu corpo inteiro. Use-o.
+ Faça projetos extras, tenha hobbies.
+ Faça um trabalho bom, e ponha-o onde os outros possam vê-lo.
+ A geografia não nos domina. Conecte-se com gente de todo lado.
+ Seja legal (o mundo é uma cidade pequena).
+ Seja careta (é o único jeito de o trabalho ser feito). Ser criativo demanda energia. Não a desperdice com outras coisas.
+ Criatividade é subtração. O foco é não apenas prestar atenção no que se quer, mas deixar de fora o que não se escolheu.
Para ilustrar o post, um vídeo que uma colega de trabalho compartilhou comigo:
Na próxima semana: Pedir um aumento
Há milhares de livros que se propõem a libertar o seu eu criativo. Um excepcional resumo da parte boa de todos eles foi feito pelo artista e escritor americano Austin Kleon, num post em seu blog (que vai virar livro em 2013). São dez tópicos, aqui ligeiramente adaptados:
+ Roube como um artista. O artista honesto confessa que suas ideias não são exatamente originais. Identifique as coisas de que gosta, colecione-as. Se o trabalho de alguém é impressionante, veja o trabalho das pessoas que o influenciaram.
+ Não espere saber quem você é para fazer coisas. Você já está pronto. O medo é natural.
+ Escreva o livro que você quer ler. Não faça o produto que você sabe fazer, faça o que gostaria de ter.
+ Use as mãos. Você é o seu corpo inteiro. Use-o.
+ Faça projetos extras, tenha hobbies.
+ Faça um trabalho bom, e ponha-o onde os outros possam vê-lo.
+ A geografia não nos domina. Conecte-se com gente de todo lado.
+ Seja legal (o mundo é uma cidade pequena).
+ Seja careta (é o único jeito de o trabalho ser feito). Ser criativo demanda energia. Não a desperdice com outras coisas.
+ Criatividade é subtração. O foco é não apenas prestar atenção no que se quer, mas deixar de fora o que não se escolheu.
Para ilustrar o post, um vídeo que uma colega de trabalho compartilhou comigo:
Na próxima semana: Pedir um aumento
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domingo, 29 de janeiro de 2012
O modo mais eficiente de: Dar Feedback
“Posso lhe dar um feedback?” Essa pergunta às vezes é entendida como “posso acabar com você?”. Apesar dessa tensão, o feedback é essencial para o crescimento e aprimoramento das empresas. Scott Halford, autor de “Be a Shortcut” (“Seja um atalho”), em seu livro elaborou um guia sobre a arte do feedback. O livro tem cinco pontos fundamentais:
Crie segurança: Menos de 30% das pessoas põem em prática o feedback recebido. E o principal motivo da falha é o clima de desconforto. Por isso, aja de forma civilizada e amistosa. Sua avaliação será improdutiva se deixar a pessoa em situação desagradável ou humilhante diante dos colegas.
Seja positivo: Tente dar também feedbacks favoráveis. Uma avaliação positiva estimula os centros de recompensa do cérebro, tornando a pessoa mais aberta a novas direções. Já o feedback negativo, indicando a necessidade de ajustes, aciona os mecanismos defensivos. Por isso, sempre acrescente sugestões para superar o problema.
Seja imediato: O cérebro humano aprende melhor se apanhado no ato. Não deixe para dar um feedback meses depois, quando a pessoa nem se lembra direito do problema (treinadores de animais sabem bem disso: ou é na hora ou nunca). O feedback produtivo é aquele dado frequentemente.
Seja específico: As pessoas reagem melhor quando recebem orientações claras e diretas. Dizer, por exemplo, que “você deveria falar mais nas reuniões” é genérico demais e pode causar interpretações distorcidas. “Quero ouvir pelo menos uma opinião sua durante as reuniões, porque você é inteligente” funciona melhor.
Seja duro, não malvado: Quando alguém comete um erro e você é encarregado de dar o feedback, comece perguntando como ela vê a situação. E evite dizer o quão estúpido foi o erro.
Existe uma técnica muito comum para dar feedback conhecida como a técnica do "Sanduiche", existem algumas variações nela, mas no vídeo abaixo a Consultora do Uol exemplifica bem como fazer:
Na próxima semana: Como ser criativo?
Crie segurança: Menos de 30% das pessoas põem em prática o feedback recebido. E o principal motivo da falha é o clima de desconforto. Por isso, aja de forma civilizada e amistosa. Sua avaliação será improdutiva se deixar a pessoa em situação desagradável ou humilhante diante dos colegas.
Seja positivo: Tente dar também feedbacks favoráveis. Uma avaliação positiva estimula os centros de recompensa do cérebro, tornando a pessoa mais aberta a novas direções. Já o feedback negativo, indicando a necessidade de ajustes, aciona os mecanismos defensivos. Por isso, sempre acrescente sugestões para superar o problema.
Seja imediato: O cérebro humano aprende melhor se apanhado no ato. Não deixe para dar um feedback meses depois, quando a pessoa nem se lembra direito do problema (treinadores de animais sabem bem disso: ou é na hora ou nunca). O feedback produtivo é aquele dado frequentemente.
Seja específico: As pessoas reagem melhor quando recebem orientações claras e diretas. Dizer, por exemplo, que “você deveria falar mais nas reuniões” é genérico demais e pode causar interpretações distorcidas. “Quero ouvir pelo menos uma opinião sua durante as reuniões, porque você é inteligente” funciona melhor.
Seja duro, não malvado: Quando alguém comete um erro e você é encarregado de dar o feedback, comece perguntando como ela vê a situação. E evite dizer o quão estúpido foi o erro.
Existe uma técnica muito comum para dar feedback conhecida como a técnica do "Sanduiche", existem algumas variações nela, mas no vídeo abaixo a Consultora do Uol exemplifica bem como fazer:
Na próxima semana: Como ser criativo?
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domingo, 22 de janeiro de 2012
O modo mais eficiente de: Preparar uma boa apresentação em duas horas
Hoje inspirada pela Época negócios, começo uma série de dicas do mundo corporativo para vocês.
Às vezes, o tempo que você tem para se preparar para uma reunião urgente é inversamente proporcional à sua importância. Eduardo Adas, especialista em storytelling e sócio da Soap – empresa que elabora as mais criativas apresentações para clientes como Telefônica, Pão de Açúcar, Bradesco, Sony –, ensina a preparar a sua a toque de caixa.
Comece pelo argumento: separe 60% do tempo para escrever (pode ser com papel e caneta) e definir como começar e como terminar. “O PowerPoint só entra no final, quando você já tem o raciocínio completo.” A partir daí, “os passos são ridículos”. No PowerPoint, jogue o roteiro definido no modo de exibição Tópicos, com os slides pequeninos, para definir quais serão as cenas ilustradas. Use fontes com tamanho máximo – a informação precisa saltar da tela. Se possível, treine não apenas a apresentação, mas possíveis situações da reunião. E, na hora, não se limite a ler o que está escrito na tela: “Pega mal”. Assuma um tom de conversa, em que os tópicos são apenas o guia.
Quanto à forma da apresentação, leve em conta quatro alertas:
A) As pessoas aprendem mais com imagens e palavras do que somente com palavras;
B) Palavras e imagens correspondentes devem ser expostas perto umas das outras, e não afastadas, nas páginas ou telas seguintes
C) Animação com narração é um recurso mais eficaz do que animação com legendas
D) Revise o material e livre-se dos dados irrelevantes. Como diz o consultor americano Guy Kawasaki, a regra é 10-20-30: dez slides em 20 minutos, com letras tamanho 30.
A SOAP é uma empresas ótima e que tem vários vídeos com dicas, segue abaixo um vídeo bem humorado sobre quem é o culpado por apresentações chatas.
Inspiração
Na próxima semana: Como dar feedback
Às vezes, o tempo que você tem para se preparar para uma reunião urgente é inversamente proporcional à sua importância. Eduardo Adas, especialista em storytelling e sócio da Soap – empresa que elabora as mais criativas apresentações para clientes como Telefônica, Pão de Açúcar, Bradesco, Sony –, ensina a preparar a sua a toque de caixa.
Comece pelo argumento: separe 60% do tempo para escrever (pode ser com papel e caneta) e definir como começar e como terminar. “O PowerPoint só entra no final, quando você já tem o raciocínio completo.” A partir daí, “os passos são ridículos”. No PowerPoint, jogue o roteiro definido no modo de exibição Tópicos, com os slides pequeninos, para definir quais serão as cenas ilustradas. Use fontes com tamanho máximo – a informação precisa saltar da tela. Se possível, treine não apenas a apresentação, mas possíveis situações da reunião. E, na hora, não se limite a ler o que está escrito na tela: “Pega mal”. Assuma um tom de conversa, em que os tópicos são apenas o guia.
Quanto à forma da apresentação, leve em conta quatro alertas:
A) As pessoas aprendem mais com imagens e palavras do que somente com palavras;
B) Palavras e imagens correspondentes devem ser expostas perto umas das outras, e não afastadas, nas páginas ou telas seguintes
C) Animação com narração é um recurso mais eficaz do que animação com legendas
D) Revise o material e livre-se dos dados irrelevantes. Como diz o consultor americano Guy Kawasaki, a regra é 10-20-30: dez slides em 20 minutos, com letras tamanho 30.
A SOAP é uma empresas ótima e que tem vários vídeos com dicas, segue abaixo um vídeo bem humorado sobre quem é o culpado por apresentações chatas.
Inspiração
Na próxima semana: Como dar feedback
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