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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Planejamento financeiro

Hoje vou falar de um tema um pouco chato, mas que precisa ser abordado: planejamento financeiro.

A pergunta é simples...

Como você se relaciona com o seu dinheiro?

Semana passada tive a oportunidade de entrevistar um economista chamado Fernando Meibak. Um cara tão pragmático quanto simpático e que não fala o "economês" que muitos não entendem.

Ele é autor do livro "O Futuro Irá Chegar", lançado pela Disal Editora, que fala sobre como as pessoas devem se preparar para ter uma velhice tranquila. Tive a oportunidade de ler a obra antes de fazer a entrevista.

De todo o conteúdo do livro, que é muito legal, o que mais me chamou a atenção é um tópico sobre o critério que as pessoas usam para poupar algum dinheirinho.

Sei que a vida não está fácil para quase todo mundo, mas com um pouco de esforço e disciplina, todo mundo consegue salvar algum no começo do mês.

PERAÊ, Érison Martins, você não quis dizer no fim do mês???

Não. E é aí que está o pulo do gato.

Quase todo mundo, inclusive este que vos posta, tem o enganoso hábito de fazer a seguinte conta:

Salário menos contas menos gastos é igual ao saldo do que eu posso poupar.

Meibak deixa claro no livro e reforçou durante o bate-papo que a lógica é inversa. E que uma aposentadoria tranquila, sem ter que reduzir o padrão de vida, significa guardar 20% do que ganhamos desde os 25 anos de idade, aproximadamente.

Assim, a equação correta do nosso orçamento mensal tem que ser:

Salário menos poupança é igual ao meu orçamento para pagar contas e poder gastar.

O escritor me disse uma coisa muito bacana:

"Ninguém precisa viver com a corda no pescoço para poder garantir um bom padrão de vida no futuro. Basta saber se enquadrar no tamanho da sua renda."

Dica simples, mas que exige disciplina e planejamento. Muito planejamento. Mas acredito que vale a pena.

Se o Ciro Bottini (apresentador daquele canal de compras) tem o bordão: Compre, compre, compre!", vou contrariar e sugerir o "Poupe, poupe, poupe!"

Para quem se interessou pelo livro, segue o link:

http://migre.me/2MKKf

sábado, 25 de setembro de 2010

Grana, vingança, ficção e afins...

Se eu ganhasse na mega sena...
"... compraria uma Ferrari, uma mansão e ia curtir a vida"
"... ficaria na miúda e desapareceria aos poucos pra ninguém desconfiar"
"... sumiria!!!"
"... ajudaria toda minha família, abriria um orfanato e viveria fazendo caridade!"
Quem nunca sonhou?
Mas por que eu falei disso?
É que estava lembrando de um livro!
Li poucos clássicos na vida, mas um dia, enquanto estávamos eu e meu pai presos no trânsito, ele leu uma placa que dizia "Borracharia Edmond Dantès" e me perguntou "Você sabe quem foi Edmond Dantès?". Eu não sabia. Então ele começou a me contar a história do Conde de Monte Cristo.
Chamou minha atenção quando ele disse: "Ele não é o tipo de mocinho que sofre o livro inteiro, no final os bandidos se fodem e ele vive feliz para sempre com a mocinha. Nãããão. Antes de ser feliz para sempre, ele se vinga de um... por... um!"
Embora minha queda seja por documentários, dei uma chance ao clássico de Alexandre Dumas. E me apaixonei.
Basicamente ele era um pobre fodido que tinha uma namoradinha mais pobre que ele. Ambos eram muito bonitos... mas pobres. Ele tinha um coração bom e não acreditava na maldade alheia. Ela, idem. Como era um excelente marujo, foi subindo de cargo no navio e atraiu a atenção do patrão. Seu chefinho, enciumado, fica com medo de ter seu tapete puxado e arma uma conspiração em conjunto com um figura que era apaixonado pela mina dele.
O cara, no dia do noivado sai da festa preso, crente de que é tudo um mal entendido e de que no dia seguinte vai poder voltar ao trabalho, mas passa dez anos preso num tipo de "Alcatraz" lá dos primórdios.
Nesse interim, seu pai morre de fome, a mina casa com o traíra, seu patrão perde tudo e passa a viver na miséria e todos os envolvidos na conspiração enriquecem e passam a viver na alta sociedade.
Na prisão, Dantès acaba conhecendo seu vizinho de masmorra, cava um túnel para sua cela e lá nasce uma grande amizade. O sujeito jurava de pé junto que conhecia um lugar onde estava enterrado um tesouro e portanto tinha lá sua fama de louco!
Os dois armam uma fuga, porém o amigo morre na véspera.
Dantès troca de lugar com o defunto e é atirado ao mar (que então ele descobre ser o cemitério do presídio), nada até a ilha mais próxima (e isto é possível sim!) mas uma tempestade vem e o joga contra as pedras. Quando ele já está pedindo arrego, aparece um navio pirata e o resgata.
Aííí é que começa a história...
Várias coisas acontecem antes de ele finalmente encontrar a ilha, encontrar o tesouro, sair da ilha e começar a fase dois de sua odisséia, mas depois de um tempo...
Ele vira algo assim... acima do bem e do mal... E os detalhes do que ele faz, a criatividade, e como ele coloca as pessoas diante do pior de si mesmas, isto eu não vou descrever.
E se vocês, da turma do romance, querem saber o que acontece com a mocinha, aquela que ele amava e que casou-se com o traíra. Leiam! Eu não vou estragar a surpresa! Ahhh que vontade de contar! Ui, passou!
Então vai a dica: Conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas.
Eu li o da Companhia das Letras, que é uma versão bem extensa.
2 livros de quase 800 páginas.
Dói um pouco o braço pra carregar e a bolsa fica meio pesada. Mas é um TESÃO!

Depois de ler, tentem responder novamente a pergunta "E você? O que faria se ganhasse na mega sena?"