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sábado, 15 de janeiro de 2011

O tipo homem

O pessoal que curte filosofia acha errado esse lance de resumir, simplificar e traduzir pro resto da galera o que o cara quis dizer. Dizem que perde-se muito do pensamento que o filósofo propõe.
Eu penso que é melhor um pouco do que nada.
Muita gente não lê filosofia, não pesquisa e não mergulha nessa viagem maravilhosa porque é chato.
E é. Pensar cansa.
E o tipo homem é preguiçoooooso!
É natural desejar o que é simples.

Um dia desses comprei uma revista que só falava de Nietzsche. Descobri que ele é tido como o mais "popular" filósofo entre os não familiarizados com a filosofia. Eu não sabia disso. Quando comecei a me interessar por sua obra, pensei "uau, descobri 'o cara'!"

Frases como "aquilo que não mata, fortalece-me" e "Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar" entre muitas outras são campeãs de postagens nas redes socias. Pode procurar entre os seus amigos! Vai ter sempre alguém citando!

Muitos anos atrás, Nietzche me fez descobrir que eu não era uma aberração. E me fez questionar certos praches sociais.

Sexta-feira à noite, ao passar em frente a alguma balada, por exemplo, eu me pergunto por que as pessoas usm suas melhores roupas num lugar escuro, que nunguém as vai enxergar, em que elas vão transpirar?
OK, a maioria ali está procurando alguém... mas por que ali?
É um padrão social sair pra balada pra buscar alguém.
É um padrão social esperar que o cara ligue!
É um padrão social seguir os passos para construir um relacionamento!
E qualquer coisa que rompa com esses padrões sociais é tida cmo aberração.

Quando diz-se que o ser humano anda em grupos, é verdade. E os grupos caminham para uma padronização de pensamentos e atitudes que é lamentável.
Pois se tivéssemos olhos e ouvidos abertos para tudo o que é distinto, não teríamos padrões e aqueles que pensam diferente não se sentiriam infelizes por não caber no grupo.

E quem aqui, em algum momento não se sentiu totalmente "out"?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Fora do ritmo

"Recortes" de uma matéria " Eu Fracassada?" da revista TPM de agosto de 2010. Por Luara Calvi Anic.

Você: não fala inglês e já tem 20 anos? Ainda na casa dos pais com 25? Mais de 30 e ainda não sentiu o reloginho biológico bater? Nunca ouviu falar em home broker aos 35 anos? Vai fazer 40 anos e nunca foi convidada para dar uma palestra? Em que planeta você vive? Provavelmente, nos dos fracassados. Pelo menos é nisso que querem que você acredite

Embora você diga que não se importa muito com a opinião daquela sua tia, seria uma mentira dizer que não te incomoda aquelas perguntas como " Será que um dia eu vou ter o prazer de comprar um vestido luxuoso para o seu casamento? "

Numa época de casamentos que não duram o tempo de as paredes descascarem e de profissões que não têm mais nada a ver com aquele diploma guardado na gaveta, a cobrança diante do não cumprimento de padrões ainda se instala sobre a cabeça das mulheres (e homens).

Diante desses clichês de comportamento, vale lembrar que o mundo está longe de ser um conto de fadas. No Brasil, segundo o IBGE, 188 mil casais se divorciaram em 2008; o número de trabalhadores informais, sem carteira assinada, é de cerca 2,6 milhões; e só tem aumentado a quantidade de mulheres que optam por engravidar pela primeira vez dos 40 aos 44 anos.

E várias são as cobranças

Meninas muito jovens já vão ao cabeleireiro com as mães, usam maquiagem e unhas pintadas. Você vai ao shopping e os cabelos e as roupas são iguais.
Nas livrarias do país uma seção chamada "desenvolvimento profissional" recheia as estantes com dicas de como manter o emprego, subir na vida profissionalmente ...

Max Gehringer lista em seu livro " O Sucesso Passo a Passo ", lista quatro posições de carreira profissional:
" Dos 18 aos 25 anos, é a fase do aprendizado (...) um jovem tem a impressão de que ganha menos e tem menos oportunidade do que deveria; dos 26 aos 34 anos é a fase da coragem (...) um jovem de 26 anos que ainda está procurando estágio já ficou para trás; dos 35 aos 45 anos é a fase da colheita (...) o salário de alguém de 40 anos deveria ser, no mínimo, dez vezes maior do que era os 20; dos 45 em diante vem a fase da inércia. O funil das boas oportunidades fica mais estreitos e poucos passaram por ele "

Agora a pergunta que não quer calar: em qual posição você está?

Eu tenho 23 anos e não estou casada. Por aproveitar tanto a vida indo a shows, baladas, encontros culturais não vou me formar esse ano. Deixei para (quem sabe) ano que vem. De dia aprendo a como construir residenciais verticais com rapidez e qualidade, e a noite divido o meu tempo em relatórios de Fisica II, tirinhas do Snoopy e as atualizações de noticias Google Reader. Não sei falar inglês e não sei dirigir. O meu sonho é morar em um local que eu tenha fácil acesso a todos os lugares que quero ir: centro de São Paulo. E digo em caixa alta SOU FELIZ, pois tenho os melhores amigos e a minha paz interior faz com que eu seja contribuinte a todos. Não gosto de me alimentar da "industria de clichês". Faço aquilo que me faz bem. Que me faz sentir bem

E você?

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