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domingo, 4 de dezembro de 2011

Você conhece a PLC122?

Não? Clique aqui.
Veja também o ponto de vista da igreja antes de acreditar no que eu escrevo.


No  texto que defende a PLC 122 o objetivo claramente é dar força à todas as punições aos atos discriminatórios contra homossexuais sob a alegação de que mesmo hoje existindo leis que punem a agressão à todos os cidadãos, elas não são eficazes pois com frequencia observamos exemplos de agressão contra homossexuais em SP e no RJ.
Em oposição a PLC 122 estão aqueles que se denominam “Internautas Cristão” o motivo de sua objeção é válido, temem ser condenados por agirem de acordo com suas crenças religiosas.
Porém algo deve ser observado em relação à este aspecto. Em outras religiões a violência à mulher é permitida e até mesmo determinada em caso de desobediência. E ainda assim se trata de grave crime punido por leis.
Cristo esteve na Terra há 2.000 anos, os tempos mudaram claramente, as pessoas vivem hoje outra realidade. Hoje não mais se tolera o que era tolerado em outros tempos. E é necessário que a lei também se adapte.
As crenças religiosas também precisam tolerar coisas que não toleravam no passado. Pode soar utópico falar em tolerância nos dias de hoje onde as pessoas estão cada dia menos tolerantes, cada dia mais ”tolerância zero”. Decidem porque sim e não se permitem observar outro ponto de vista.
A mulher na maioria das religiões sempre foi vista como um ser inferior que deveria apenas servir à sua família e não buscar seus objetivos pessoais, mas surgiu então o feminismo que mostrou às mulheres que elas podiam realizar muito mais do que sua vida “do lar”. As mulheres foram as ruas, queimaram sutiãs como símbolo de sua libertação. Começaram a trabalha e hoje são responsáveis por muitas das conquistas globais.
Hoje as mulheres são maioria nas universidades o que antes era impensado para elas. Hoje elas ocupam posições de alta liderança e até mesmo a presidência. Quem diria que isto seria possível 2.000 anos atrás?
É claro que existem conseqüências, nem todas as mulheres que agem desta forma são bem vistas. Mas elas queriam e realizaram.
A PLC 122 não obriga que ninguém abandone suas crenças, pede apenas que tratem a todos de maneira respeitosa. Padres não seriam presos se encontrassem maneiras de transmitir a palavra de Deus de maneira respeitosa, tolerante e principalmente responsável.
Responsabilidade, algo tão essencial. Será que os religiosos não percebem a responsabilidade que tem nas mãos? A responsabilidade com uma sociedade, mais justa, respeitosa e humana? O poder de persuasão que estas figuras possuem é imenso. Hoje eles estão inclusive na televisão. E que alcance a televisão possui!
Agora, se a preocupação é transmitir letra por letra do que esta na Bíblia, para começar as igrejas deveriam ensinar hebraico, para transmitir a informação exata na igreja, e não uma versão que contém a interpretação de seu tradutor. Assim cada um poderia ler a Bíblia em seu texto original e tirar suas próprias conclusões.
Além disto existem muitas versões do texto cristão. Qual evangelho está sendo levado em consideração? É preciso observar o quanto aquilo que se diz é fidedigno ou não.
Sei que não estou aqui para determinar o caráter de nenhum líder religioso, mas também é fato que muitos não agem de acordo com a Bíblia nem de acordo com a lei. Os escândalos nos quais muitos se envolvem já são de conhecimento público.
Nenhuma religião permite a ninguém proteção civil. Se vivemos em determinado local é preciso respeitar às leis que organizam a sociedade.
Nenhum mulçumano tem o direito de bater em sua esposa no Brasil, assim como existem religiões que mutilam a genitália feminina para que as mulheres não tenham prazer o que também não é legalizado no Brasil.
É preciso respeitar o próximo, assim como está dito pelo cristianismo. A discriminação não é permitida por nenhum motivo seja ele ideológico ou não.
Sou a favor da PLC 122, mas talvez para mim seja mais fácil, já que os homossexuais não são para mim nenhum tipo de agressão moral. E já que também acredito saber bem dosar o meu cristianismo com a devida dose de tolerância.
A constituição federal já determina que todos são iguais e possuem direitos iguais. Por que então deveriam os homossexuais serem tratados de maneira distintas? Terem afetados o seu direito de ir e vir? O seu direito de expressar-se? Se todos são iguais. São todos. Não deve haver distinção de nenhum tipo nem mesmo de sexo, orientação sexual, raça, credo, deficiência, idade...
Esta lei já deveria existir quando foi criada a lei de discriminação. Mas infelizmente não foi o que aconteceu por motivos que nós desconhecemos, talvez por não se tratar ainda de uma realidade ou problema constante.
Desejo que todos aqueles que acreditam no respeito e na tolerância apõem iniciativas como esta que determinam a igualdade entre os seres humanos.



domingo, 4 de setembro de 2011

Zigmunt Bauman

Poderia falar mais amplamente sobre os riscos da modernidade?

Uma das características do que chamo de "modernidade sólida" era que as maiores ameaças para a existência humana eram muito mais óbvias. Os perigos eram reais, palpáveis, e não havia muito mistério sobre o que fazer para neutralizá-los ou, ao menos, aliviá-los. Era óbvio, por exemplo, que alimento, e só alimento, era o remédio para a fome.

Os riscos de hoje são de outra ordem, não se pode sentir ou tocar muitos deles, apesar de estarmos todos expostos, em algum grau, a suas conseqüências. Não podemos, por exemplo, cheirar, ouvir, ver ou tocar as condições climáticas que gradativamente, mas sem trégua, estão se deteriorando. O mesmo acontece com os níveis de radiação e de poluição, a diminuição das matérias-primas e das fontes de energia não renováveis, e os processos de globalização sem controle político ou ético, que solapam as bases de nossa existência e sobrecarregam a vida dos indivíduos com um grau de incerteza e ansiedade sem precedentes.

Diferentemente dos perigos antigos, os riscos que envolvem a condição humana no mundo das dependências globais podem não só deixar de ser notados, mas também deixar de ser minimizados mesmo quando notados. As ações necessárias para exterminar ou limitar os riscos podem ser desviadas das verdadeiras fontes do perigo e canalizadas para alvos errados. Quando a complexidade da situação é descartada, fica fácil apontar para aquilo que está mais à mão como causa das incertezas e das ansiedades modernas. Veja, por exemplo, o caso das manifestações contra imigrantes que ocorrem na Europa. Vistos como "o inimigo" próximo, eles são apontados como os culpados pelas frustrações da sociedade, como aqueles que põem obstáculos aos projetos de vida dos demais cidadãos. A noção de "solicitante de asilo" adquire, assim, uma conotação negativa, ao mesmo tempo em que as leis que regem a imigração e a naturalização se tornam mais restritivas e a promessa de construção de "centros de detenção" para estrangeiros confere vantagens eleitorais a plataformas políticas.

Para confrontar sua condição existencial e enfrentar seus desafios, a humanidade precisa se colocar acima dos dados da experiência a que tem acesso como indivíduo. Ou seja, a percepção individual, para ser ampliada, necessita da assistência de intérpretes munidos com dados não amplamente disponíveis à experiência individual. E a sociologia, como parte integrante desse processo interpretativo — um processo que, cumpre lembrar, está em andamento e é permanentemente inconclusivo —, constitui um empenho constante para ampliar os horizontes cognitivos dos indivíduos e uma voz potencialmente poderosa nesse diálogo sem fim com a condição humana.

sábado, 25 de junho de 2011

Paulistano é voce!

Sampa... relação de amor e ódio!
Será que todo o paulistano é assim, ligado no 220?
Dizem que sim!
Mas as pessoas que vem de outros lugares viver aqui acabam pegando esse jeitão e viram meio paulistanos por osmose! Na verdade acho que não tem a ver com a pessoa mas com a batida do lugar!!! A gente fica meio igual porém em dosagens diferentes! Todo mundo é meio parecido... Talvez seja aquele lance de que "o meio faz o homem"
Quando eu morei na Bahia era tudo mais sossegadinho, meu rei!
Mas Sampa é nitroglicerina pura, é tudo pra ontem! E a gente passa a viver isso!
Dois dias atrás eu voltava pra casa lá pelas 23h quando uma voz me chamou a atenção:
- Por favor...
Não sei dizer bem o que aquela voz me transmitia... acho que era pura e total ausência de adrenalina, maldade e esquizofrenia paulistana...
Olhei e era um jovem com dois olhões de jabuticaba, uma camisa xadrez e cachinhos de anjinho que me lembraram os cabelos do meu marido (na época namorado) quando resolveu deixar crescer! Baixinho, franzino, de uns 18 ou 19 anos...
- Oi! - Sorri: coisa rara em Sampa!
- A senhora sabe me dizer se o Terminal Pirituba para neste ponto? (um moleque de 19 anos me chamando de senhora... é... a idade chega para todos! Uns aninhos atrás eu seria chamada de gatinha!!!!)
- Para sim!
- É que eu estava no ponto da frente, a placa dizia que ele parava lá, ma ele passou direto!
- Ou ele não te viu dar o sinal, ou fez de sacanagem...
Não devia ter falado isso!
Vi a decepção brotar nos olhos daquele jovem!
Coitadinho... tão inocente!
- Meu Deus... que cidade é esta?
- Acredite! Pode ser sorte!- rindo - De onde você é?
- Piracicaba! Lá nem ônibus a gente pega! Vai de bicicleta pra qualquer canto!
- É... aqui é bem diferente! Olha lá o seu ônibus!
Então ele deu sinal (ele era o único a dar sinal) e o motorista parou lá na frente! Mas bem na frente mesmo! Só pra fazer o moleque dar pernada!
Ele olhou pra mim e disse:
- Eu nunca vou entender esse comportamento! Obrigado, moça!
E foi embora!
Pensei "não precisa entender! O ser paulistano pressupõe certa dose de egoísmo, egocentrismo, individualismo e falta de educação! Mas no final, entre empurrões, esbarrões e buzinaços a gente se entende. Pra sobreviver nessa selva você tem que se corromper e virar um pouco disso"
Não digo paulistano o ser nascido e criado em Sampa, mas todos os que dividem este espaço, que agregam e absorvem atributos e criam um comportamento característico do lugar!
Stress, esquizofrenia, multiplicidade, adrenalina, massa, multidão e muito mais... Isso é São Paulo! Isso somos nós!
Mas dá pra melhorar, né motorista?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ahá-uhú: É DIFERENCIADO!

Ainda na polêmica do público diferenciado, vinha eu no 7545 João XXIII - Praça Ramos, após uma agradabilíssima tarde em companhia da minha família na Zona Oeste de São Paulo, numa sexta à noite de volta aos meus aposentos no Centro quando uma um grupo de moças muito pouco vestidas para o frio da noite, e com urticárias nas cordas vocais entrou com seus celulares frenéticos e acabou com minhas esperanças de sossego durante os próximos 45 minutos...
A fulana que deu a entrevista que originou o termo "público diferenciado" nos termos em que vem sendo usado, fez com que se criasse em torno dele uma atmosfera negativa, quando no meu entender, "diferenciado" sempre trouxe um significado positivo.
Diferenciada sou eu, que não importuno ninguém com meu som, que sei que ninguém é obrigado a gostar de rock'n roll e muito menos a ouvir o que eu estiver ouvindo no MEU aparelho de MP1, 2, 3 ou 4!
Uma delas ainda falou pra quem quisesse ouvir que estava indo pro Carioca Club! Ah vá! Pela altura do som em seus celulares acho que ia rolar um duelo com os músicos de lá.
Rockeiros tem fama de baderneiros, marginais, viciados e tudo o que é de ruim... mas eu (infelizmente) nunca encontrei ninguém ouvindo Led Zeppelin e seu celular sem fone!
Mas então só porque elas são sem educação e frequentam o Carioca, todas as pessoas que ouvirem o mesmo tipo de música e frequentarem o tal clube então são sem educação também? Duvido. Toda tribo tem seu lado bom e seu lado ruim. E gosto... é gosto, fazer o que?
Mas a educação... pô, na minha época, era mãozinha pra trás. Falou muito alto, fez escândalo, tapa na boca! Ahhhh... e quando minha mãe só dava aquele olhar de "em casa a gente conversa..." uau... era torturante! Cresci revoltada? Não! Agora essa geração... Não vou falar nada senão vão achar que estou incitando a violência! Mas são aquelas crianças que davam com a cabeça no chão no meio do shopping e que a mãe vinha arrastando pelo braço ... cresceram sem limites agora saem sem roupa no frio só pra contrariar a mãe que deve dizer "leva a blusa"!
Mas voltando ao som!
Soube de uma mocinha que, super gatinha, discreta, que certa vez, estava na estação de trem, cansaaaada a coitadinha, quando um jovem sentou ao seu lado e ligou o celular num funk daqueles bem violentos! O imbecil certamente estava tentando impressionar. E conseguiu: negativamente, claro. Ela torceu o bico, bufou, mas nada fez com que ele se tocasse. Então ela começou a peidar! Quando ele sentiu o fedô, começou a procurar em volta, olhou pra um lado, pro outro, o sapato... até que ela disse "tá bom pra você assim? Eu aguento o teu som e você aguenta os meus peidos!". O cara olhou indignado, falou "dá licença mano!" e saiu!
Adoreeeeeeeeeiiiiiii!!!!
Acho que a gente devia começar uma campanha: "fones ou peidos" ou "Fones ou Travessuras"
Então... vamos celebrar as diferenças?
Mas vamos respeitar o espaço comum!
Enquanto o som tocava e as meninas falavam feito gralhas no cio, eu pensava "falta de educação devia ser crime... "
Devia... mas pensando a fundo... como será a família dessas meninas?
Fatalmente seus pais e avós também não tiveram educação, não aprenderam a fundo o que é uma sociedade, uma comunidade... e o que elas vão ensinar aos seus filhos?
Quem é que tem que ser preso? O sem educação que incomoda muita gente no coletivo ou os caras que não andam em coletivos e que deveriam prover educação?

sábado, 15 de janeiro de 2011

O tipo homem

O pessoal que curte filosofia acha errado esse lance de resumir, simplificar e traduzir pro resto da galera o que o cara quis dizer. Dizem que perde-se muito do pensamento que o filósofo propõe.
Eu penso que é melhor um pouco do que nada.
Muita gente não lê filosofia, não pesquisa e não mergulha nessa viagem maravilhosa porque é chato.
E é. Pensar cansa.
E o tipo homem é preguiçoooooso!
É natural desejar o que é simples.

Um dia desses comprei uma revista que só falava de Nietzsche. Descobri que ele é tido como o mais "popular" filósofo entre os não familiarizados com a filosofia. Eu não sabia disso. Quando comecei a me interessar por sua obra, pensei "uau, descobri 'o cara'!"

Frases como "aquilo que não mata, fortalece-me" e "Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar" entre muitas outras são campeãs de postagens nas redes socias. Pode procurar entre os seus amigos! Vai ter sempre alguém citando!

Muitos anos atrás, Nietzche me fez descobrir que eu não era uma aberração. E me fez questionar certos praches sociais.

Sexta-feira à noite, ao passar em frente a alguma balada, por exemplo, eu me pergunto por que as pessoas usm suas melhores roupas num lugar escuro, que nunguém as vai enxergar, em que elas vão transpirar?
OK, a maioria ali está procurando alguém... mas por que ali?
É um padrão social sair pra balada pra buscar alguém.
É um padrão social esperar que o cara ligue!
É um padrão social seguir os passos para construir um relacionamento!
E qualquer coisa que rompa com esses padrões sociais é tida cmo aberração.

Quando diz-se que o ser humano anda em grupos, é verdade. E os grupos caminham para uma padronização de pensamentos e atitudes que é lamentável.
Pois se tivéssemos olhos e ouvidos abertos para tudo o que é distinto, não teríamos padrões e aqueles que pensam diferente não se sentiriam infelizes por não caber no grupo.

E quem aqui, em algum momento não se sentiu totalmente "out"?

sábado, 18 de dezembro de 2010

Eu queria ser uma bomba!

Amo São Paulo!
Odeio gente! No bom sentido, é claro! Bom sentido? Não tem bom sentido em odiar gente. Tá, deixa eu consertar: sou quase claustrofóbica! Só aceito gente se esfregando em mim se for em show de rock, daí eu perdoo... mas gente aglomerada... ai... me tira do sério... gente "maleducada" então... xiiii... entorna o caldo!
São Paulo está tão cheia de gente que às vezes a odeio!
Queria pegar a estrelinha do Mário e sair correndo pela estação Sé (quem jogou Mário as 10 anos de idade sabe do que estou falando!)
Em determinados momentos desejo viver numa bolha com ar condicionado e isolamento acústico, sem ninguém pra me dizer o que eu tenho que fazer e nem como fazer. Sem ouvir conersar paralelas, ouvindo só o silêncio...
Mas a gente tem mais o que fazer. E às vezes tem que fazer o que dizem!
Tem que passar maquiagem, subir no salto e sorrir!
Temos que cumprir o papel, porque, sim, estamos dentro de uma organização!
Não só falando de trabalho, mas de cidade, de país, de mundo!
Não devo falar palavrão aqui porque, pô, até minha avó está conectada! Mas quando penso nesse caos me dá uma vontade enorme de gritar PUTA MERDA! TÁ FODA!
Ops, passou!
É que eu vejo que a coisa tá bombando cada dia mais e, a cada dia que passa, as pessoas respeitam menos umas as outras.
Minha rua encheu ontem! Segundo o noticiário, estava instransitável!
O mercado do coreano na esquina deve ter tido algumas perdas porque é bem lá que sobe mais!
Por que?
Porque a galera joga lixo na rua, entope o bueiro e bla bla bla...
Todo mundo sabe!
E por que é que continua fazendo?
Isso me irrita um pouco porque é algo tão simples... não vai cair a mão de ninguém se guardar pra jogar em casa!
Da mesma forma que me irrita pensar nos sem educação que ligam o som alto no ônibus!
Pô... é um coletivo!
Ou as tantas conversas que a gente não precisaria ouvir mas acaba ouvindo...
Do mesmo jeito que você se comporta no seu trabalho, você tem que se comportar na sociedade!
Daí, entre os seus amigos e com a sua família você faz o que quiser, mas dá pra ter um pouco de respeito que eu já estou de saco cheio?
Outro dia ouvi uma DR inteirinha.
Era Corinthians e São Paulo! Pô, eu sou mulher! Tenho que prestar muito mais atenção pra entender o jogo e a mina discutindo do meu lado por que é que o cara não queria casar com ela! Pô, quem vai querer? Vem com essa conversinha na hora do futebol?
Daí ela saiu da esa enlouquecida e deixou o cara atordoado sem saber o que fazer... De repente ele pegou o celular e ameaçou ligar!
Ah, mas na hora eu pulei na frente e falei "não liga não, meu! Espera o jogo acabar senão periga você perder o resto do segundo tempo!". Que bom que ele entendeu e eu não ganhei um olho roxo! Em compensação ele, além de perder a namorada, perdeu o jogo! Tava torcendo pro São Paulo!
Nem sempre se pode vencer todas!

sábado, 6 de novembro de 2010

Mentira!

"O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente"
Fernando Pessoa

E o que é a vida senão um grande teatro?

Lembrei hoje de quando fui convidada a invadir a aula de inglês de meu então namorado uns anos atrás.

Estavam vendo um trecho do filme "Closer", que na época eu já tinha visto e não tinha entendido!
Entre as idas e vindas dos personagens, surge a discussão acerca da mentira. Será possível viver sem mentira?

Respondi que não!
Fez-se o silêncio!
E eu senti um certo desconforto!
Olha que engraçado! Eu estava falando a verdade - a minha verdade - e me senti constrangida, com medo que as pessoas fossem me achar uma mentirosa compulsiva!
Talvez tivesse sido muito mais confortável e aparentasse mais nobre dizer: "Claro que é possível, a verdade é fundamental!" - E daí então eu seria tida como a senhora perfeita! Ou não!
Será que por dentro não estariam todos pensando "mas olha que hipócrita!"?

A etiqueta, o viver em sociedade, os costumes, as tradições, os padrões pré estabelecidos... essas e outras coisas me fazem pensar que o homem complica tudo!

Por que uma mulher fica louca da vida quando o namorado diz "pô, você tá meio gorinha!"
Mas se tá gordinha mesmo!
Caramba!
Das duas uma: ou não ligue ou vá cuidar da pança!
Eu tinha uma amiga gordinha que dizia que não perdia em nada pras magrelas! E era a mais pura verdade! Pegava quem ela queria! E largava quando queria também!

Por que no trabalho você tem que vestir uma carapuça e bancar a séria? Porque crê-se que as pessoas com senso de humor são irresponsáveis. Porque se elas levam a vida numa boa e não complicam as coisas, significa que elas não vão levar as coisas do trabalho a sério! Porque, ainda que seja uma piada inteligente, é uma piada e, no ambiente de trabalho, isto é crime inafiançável! Então, crianças, prestem atenção: quando a piada vier, engula! Nunca faça piada em ambiente de trabalho se não quiser ficar estereotipado! Seus amigos estão da porta pra fora! Ah, e não é só porque ele não riu da sua piada que ele não é seu amigo, tá?

Posso passar a noite citando situações em que uma mentira ou um teatrinhofazem toda a diferença e tenho certeza de que sem fazer muita força cada um vai lembrar de uma situação!
Quem é que nunca falou pra mãe que ia pra um lugar e foi pra outro e anos depois revelou à mãe, no meu caso, que não tinha ido ao Ibirapuera coisa nenhuma, e sim, ao Pico do Jaraguá. Mesmo depois de quatro anos, minha mãe ainda sente arrepios!

Não defendo a mentira, obviamente não é o mais belo nem o mais nobre dos caminhos.
Aliás, o verdadeiro, ainda que não seja em todas as situações o mais belo, é o que é, é o que se tem.
Infelizmente este aglomerado de exemplares humanos que costumamos chamar de sociedade ainda não está preparado para lidar com a realidade em si
Traça então, padrões ideais e esconde-se atrás deles. E esconde tudo o que deles difere.


E finge... e vive uma vida inteira fingindo ser feliz para sempre!

Eu sou humana! Já menti, já falei a verdade, já acertei e errei nas mesmas proporções. Eu também tenho medo. Mas muito mais das mentiras do que das verdades.

Você pode mudar as verdades mas as verdades também podem te mudar!

Então, lá vai a dica da nerd! Antes de levantar uma bandeira, antes de abrir a boca, antes de responder, pare, respire e faça como David after the dentist. Pergunte-se a si mesmo: "Is this real life?"


Se você não sabe do que estou falando, veja rapidinho aqui. Se já sacou, vale relembrar!

E como o Sete Diferenças é espaço aberto pra o que der na telha, vou lembrar os Mutantes e encerrar cantando!

"Mas louco é quem me diz! Eu sou feliz!"
PS: Fui pro chuveiro... Lariiii!!!