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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Bola dentro da ANAC

Finalmente a ANAC deu uma dentro.
Para quem não viu, a Agência Nacional de Aviação Civil divulgou hoje uma série de medidas para evitar mais um apagão aéreo no fim do ano, quando o número de pessoas que usam esse tipo de transporte cresce em razão das férias de verão.
De tudo o que foi decidido, destaco dois itens:

1) Fim do overbooking: As empresas estão proibidas de praticar overbooking. Para quem não sabe, overbooking é uma prática usada por companhias aéreas que vendem mais bilhetes do que a capacidade do avião.
Sempre achei um absurdo isso. Casado com uma hoteleira, já desisti de entender como os hotéis - que também praticam overbooking - podem vender algo que, em tese, não existe mais "no estoque".

2) Aviões extras: As companhias aéreas serão obrigadas a dispor de aeronaves extras, para o caso de pane, atraso ou qualquer outro problema que impeça o embarque dentro do horário.
Se até empresa de ônibus faz isso, porque as aéreas não fazem?
Aliás, viajar de ônibus no Brasil é sempre muito tranquilo. Você chega, despacha sua bagagem, embarca e ele parte no horário. Sem atraso, sem desespero, sem precisar chegar com duas horas de antecedência. Por que voar, que envolve um número de passageiros infinitamente menor, é tão traumático no Brasil?

Na prática, essas medidas podem significar aumento no preço da passagem aérea (que já é bem salgado no Brasil). Mas entre voar pagando mais caro ou simplesmente correr o risco de não voar, acho que não resta dúvida sobre qual é a melhor opção.
Além disso, o preço mais alto não duraria muito. Com a concorrência, aos poucos o próprio mercado regularia as tarifas.