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domingo, 24 de abril de 2011

Perdoar não é esquecer.

Perdoar não é esquecer: é conseguir transformar as lembranças das situações que tanto nos magoaram em memórias "frias", desprovidas de dor.
É conseguir lembrar da situação que um dia nos causou dor e não reviver a dor.
Conseguir tratar a pessoa causadora da dor numa boa, independente de qualquer mal que ela possa ter nos causado.
Segundo o psicoterapeuta Alberto Lima, "A pessoa que não perdoa amputa uma parte de si. No caso de uma relação amorosa, ao banir seu objeto de amor, ela mata o próprio amor, justamente daquilo que sente como mais sagrado em seu repertório pessoal. (...) E não exercer o amor seria o mesmo que contentar-se apenas com o banal e o profano, ou, o que é pior, (...) decretar de uma vez por todas a falência do amor."
Segundo a filosofia do yoga, o perdão é um dos caminhos do dharma - dever. É difícil perdoar quando você reage agindo da mesma maneira, revidando as provocações, as afrontas e magoando também a outra pessoa.
Como diz Dalai Lama, no livro A Arte da Felicidade: "um produto da paciência e da tolerância, é o perdão. Quando somos realmente pacientes e tolerantes, o perdão surge espontaneamente".
O perdão é para você e não para o outro, porque você não gasta energia desnecessária sentindo raiva e sofrimento em relação a coisas sobre as quais você não pode mais mudar e não têm poder.
Perdoar não é esquecer algo doloroso que aconteceu. Perdoar e esquecer são coisas diferentes. Você pode até se lembrar desses acontecimentos, mas o importante é abandonar os sentimentos negativos relacionados a esses acontecimentos. Ao perdoar você não fica preso ao passado.

"Não basta querer perdoar o parceiro por gostar muito dele. É preciso verificar se se consegue efetivamente superar tamanha adversidade.
Conseguir perdoar ("esfriar" a lembrança de algo que nos magoou) depende tanto de nossa constituição psicológica como do que nos aconteceu." (Flávio Gikovate)

"O perdão é uma escolha. É recuperar seu poder, é assumir a responsabilidade pelo que você sente."

domingo, 3 de abril de 2011

Ciúme Retroativo


Por que as pessoas cismam de ter esse maldito ciúme retroativo?

Por que acham que tem direito sobre o passado das pessoas?

O que importa aquilo que aconteceu 5 anos antes do relacionamento?

O que eu percebo é que as pessoas gostariam que assim que iniciam um relacionamento, aquele fosse o primeiro relacionamento do ser amado. Para que tudo que aquela pessoa tivesse vivido tivesse sido ao lado deles.

Quanto egoísmo! As pessoas tem história, e é ótimo que assim seja, quando a gente tem outras vivências tudo fica muito mais interessante.

Segundo Flávio Gikovate, o ciumento é aquela pessoa que fantasia, “vê histórias onde não existe”. Para ele, ciúme não é prova de amor, mas de insegurança de quem ama. E, com sua experiência clínica, classifica dois tipos de ciúme: o sentimental, que faz alguém querer ser exclusivo na vida do outro, e o sexual, que provoca medo de ser trocado pelo parceiro.

Menos, bem menos.